quinta-feira, 14 de abril de 2011

Triângulo Rosa


Identificados como “triângulos-rosa”, milhares de homossexuais foram enviados para campos de concentração pelo regime de Hitler. Rudolf Brazda, que recebeu a matrícula 7952, ficou preso em Buchenwald – e é o último sobrevivente gay. Hoje com 97 anos, ele nos traz um relato ímpar, sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa histórica e marcado pela dor e pela esperança de quem sobreviveu aos horrores do nazismo. Estima-se que 10 mil homossexuais foram mortos por Hitler até o fim da Segunda Guerra Mundial. Marcados com um triângulo rosa invertido, hoje símbolo do movimento gay, eram obrigados a trabalhar como escravos, eram humilhados e mortos sistematicamente.
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Rudolf Brazda, nascido na Alemanha em 1913 de pais tchecos, foi condenado duas vezes pelo regime nazista por ser homossexual e depois deportado para Buchenwald. Ele ficou preso no campo durante 32 meses, até sua libertação em abril de 1945, e fixou residência na França.
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Jean-Luc Schwab, pesquisador e militante dos direitos dos homossexuais, nem imaginava que o último sobrevivente dessas deportações morava bem perto dele, na região de Mulhouse. Assumindo o papel de confidente de Rudolf Brazda, ele tomou seu depoimento e o complementou com profunda pesquisa histórica.
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Em 2008, aos 95 anos, Rudolf Brazda decidiu sair do anonimato. Após a inauguração de um monumento às vítimas homossexuais do nazismo em Berlim, na Alemanha, ele pôs fim a longos anos de silêncio. Surgia, então, aos olhos do mundo, o último sobrevivente conhecido dos quase dez mil homossexuais que estiveram nos campos de concentração nazista.
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Na aurora dos seus 97 anos, Rudolf Brazda nos deixa aqui um testemunho sem igual, raro, sustentado por um rigoroso trabalho de pesquisa histórica. Da ascensão do nazismo na Alemanha à invasão da Tchecoslováquia, da despreocupação no início dos anos 1930 ao horror do campo de concentração de Buchenwald, esta obra revela em detalhe, pela primeira vez, as investigações policiais que visaram inúmeros homossexuais no Estado nazista. Também aborda, com tato e sem tabu, a questão da sexualidade num campo de concentração. Esta é a história de um triângulo-rosa.
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Foto: disponível aqui
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10 comentários:

Mahria disse...

Nossa é de imaginar o que passaram os homossexuais nos campos de concentração, se para as demais pessoas foi o que se sabe, imagine para eles já tão sofridos e descriminados agora, imagine naquela época.

Bjs
Mah

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Hugo
A coisa não mudou muito de lá pra cá, só falta o Triângulo Rosa, pois as religiões nos querem em campos de concentração.
Bjão

Lis disse...

Hugo
Tudo meio mascarado mas nao concordo muito com o Wanderley .
Acho que tem havido discussões a respeito e a aceitação caminhado a passos largos. A mídia denunciando abusos , os movimentos , enfim nunca esteve tão proximo da paz total.
Penso até que depende muito de nao se colocar somente como vítima, se juntar como igual.
O livro parece mesmo bom.
Obrigada pela dica.
deixo abraços

Vinicius.C disse...

Bom dia Hugo!

Eu já havia lido se não o mesmo- mas algo bem parecido no blog do Paulo.

Eu realmente não sabia, não por comodismo não me atrelo a esse tipo de falta de informação, acho que não sabia até agora.

Enfim... o ato de nos indignar ainda é gratuito e se perdermos isso deixamos de viver!

Um forte abraço te espero no Alma.

Luna Gandra disse...

Já adicionei o livro em minha lista !

Xanele disse...

Olá querido...
nossa q triste, sei bem o que está sentindo, perdi um amigo a tempos atrás, num acidente besta, mas sei q ele deve estar fazendo muita bagunça lá em cima. Ele deixou d ser anjo aqui na Terra p brilhar no céu, e dentro do meu coração.

Beijo e um abraço forte

Serginho Tavares disse...

muito boa a dica!

garoto cientista disse...

Bela indicação, preciso encontrar este para ler. Gostei muito de seu p[ost, a fim de divulgar o trabalho, posso transcreve-lo em meu blog? Abraços.

Camila disse...

Sou fascinada pela Segunda guerra, (: esse livro me chamou atenção.

José María Souza Costa disse...

Existe uma patota, que tende a dizer, como deve ser o comportamento das pessoas.
Muito boa a sua postagem
Abraços, querido