quinta-feira, 29 de julho de 2010

A Homossexualidade no Vestiário de Futebol

Fala-se pouco a respeito de homossexualidade nos esportes, principalmente no futebol. Há, no futebol, elementos mais fascinantes do que belos gols e pegação por trás para cartão amarelo. Lucas Cielo, autor do livro A Homossexualidade no Vestiário de Futebol, descreve perfeitamente a homossexualidade no vestiário de futebol. Conhecido por seus livros polêmicos como Pedofilia na Era Vargas e Os Passivos Reclamam Demais, Lucas Cielo, em sua mais recente publicação, pretende quebrar o tabu por trás desses jogadores, e sem preservativo. “O livro surgiu da idéia de fazer um banheirão no vestiário do clube onde sou associado” afirma Lucas Cielo, excitado “conversando com um colega de mictório, pensei ‘por que não?’ foi bem gozado depois”, continua.
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O livro trata, sem dó e com pegada, detalhes eróticos e semi-eróticos de tudo o que acontece antes, depois e mesmo no meio de uma partida, como na passagem em que um jogador de um time carioca (que teve a voz modificada eletronicamente para não ser reconhecido no livro), fez um boquete no quarto árbitro atrás do gol, enquanto seu time ganhava do adversário no Maracanã por três gols de diferença. O episódio ficou conhecido como o oral legal, mas poucos viram o que de fato aconteceu, afinal, entre eles, existiam anúncios publicitários e a rede do gol, dificultando a visão.
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Mas é no vestiário masculino que o autor nos apresenta a homossexualidade entre os jogadores. É de praxe, por exemplo, que depois de uma partida vitoriosa, o artilheiro do jogo dê para todo mundo. O gang bang também é comum quando um novo jogador ou um novo técnico é contratado pelo clube. O ritual costuma acontecer nos vestiários, e todos os jogadores – reservas ou titulares – devem conhecer o novo membro da equipe penetrando-o, pois acreditam que o entrosamento pela bunda seja ainda mais profundo.
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Para descobrir os pormenores da homossexualidade nos vestiários, Lucas Cielo teve de penetrar no mundo do futebol (e algumas vezes ser penetrado também). Em uma das passagens mais interessantes do livro, o autor relata a dificuldade de se meter em um clube de grande nome sem usar lubrificante. “Os clubes de grande nome são os piores para se meter, principalmente os paulistanos”, afirma “mas uma vez lá dentro, não se sente mais dor, é só prazer, e você também tem direito a um lanchinho de rúcula com tomate seco no meio da tarde”, relata, animado.
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Evidentemente, a homossexualidade está dentro de todos os esportes, mesmo aqueles praticados sobre cavalos. É muita hipocrisia fingir que isso não acontece também no futebol ou na amarelinha. A Homossexualidade no Vestiário de Futebol veio para desmistificar o assunto e gerar calorosas discussões entre os mais conservadores ou os praticantes de yoga. Com uma linguagem fácil e recheado de ilustrações, o livro põe um ponto final – onde antes só havia um travessão – neste tabu. Talvez isso seja apenas uma gota d’água em um oceano de preconceitos e de idéias retrógradas que teimam em não afundar, boiando como perigosas caravelas, mas é certamente um passo muito importante contra a discriminação que homossexuais – e coisas parecidas - sofrem antes de pensar em praticar algum esporte. O livro mostra que é possível sim, ser gay e esportista, não sendo exclusividade da ginástica olímpica ou da stock car.
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P.S. Essa análise foi escrita pelo amigo Guy Franco do Blog Canudos Coloridos. Clique aqui e conheça o blog do Guy.
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24 comentários:

tossan® disse...

Não sou contra e nem a favor. Isso é problema deles. Eles é que sejam felizes com a opção sexual.

Renato Orlandi disse...

Eu já havia lido sobre, MAS não acredito, para mim é mais um livro sobre fetiches... e se realmente existe, não acho que seja dessa maneira #prontofaleidenovo Abraçooo!

Vivian disse...

...a homosexualidade, assim
como o amor não reconhecem
classes, profissões, etnias,
credos e raças.

pq não em campo?

rsrs

bj

Serginho Tavares disse...

Eu li este texto no blog dele e achei bárbaro e tenho muita vontade de ler este livro.

Beijos

Visão disse...

Sério qeu essas cosias são reais? No futebol acontece dessas coisas?
Eu tenho um amigo que sonhava em ser jogador de futebol, mas ele foi convidado a dormir com o técnico. Ele se recusou e voltou para casa.
Eu me arrependo de não ter sido jogador de futebol. pronto, falei!

Osvaldo disse...

Caro amigo Hugo;

Parabéns por tocar no tema, um assunto ainda não livre de todos os tabus mas que ganha sua liberdade de expressão porque na realidade o esporte como em todas as funções profissionais é aberto a todas as tendências sejam elas quais forem.
Felismente que velhas tendências retródogas tendem a desaparecer para bem da liberdade da humanidade.

Um grande abraço, caro Hugo.
Osvaldo

Athila Goyaz disse...

"Penetremo-nus" no mundo do futebol então! rs
muito bom o artigo!

Guy Franco disse...

Hihihihihi!

Divertidíssimos os comentários! #prontofalei

Rafael Lopes disse...

O livro pelo jeito é bem maluco, rsss.

Gostaria de ler

abraçoss

Vagner Lopez disse...

uooow!! O livro deve ser, realmente, muito revelador.
Não sei, mas o lance do jogardor que fez um blowjob no quarto árbitro, atrás do gol... Achei um pouco impossível de nãos er notado, uma vez que inúmeras câmeras flagram os menores lances possíveis, mas...

Grande abraço.

Adriano disse...

Evidentemente que alí há mais do que um livro de ficção científica, maximizando o que de fato existe em toda a parte, porém como se fosse muito mais comum do que de fato é. Acho que Cielo poderia escrever novelas da Globo com sua visão exgerada da verdade!!

Com esse livro ele erra ao transformar homossexualidade em promiscuidade, como se homossexuais fossem maníacos sexuais, o que não é verdade. Porém dou-lhe uma pontinha de razão ao descrever dessa maneira quando os próprios membros do terceiro sexo promovem aquelas paradas gays, recheadas de ridículo e de imagens aterrorizantes sobre si próprios.

Grande abraço!

Caio Lima disse...

nenhuma novidade até aqui.

vide Richarlyson (do São Paulo F.C)

abraço

Poeta Mauro Rocha disse...

Não é da minha natureza, mas se é da natureza deles....

Já dizia Mário Quintana e é minha opinão também.
Um abraço!

.I. disse...

uuuu.... deveras interessante (NOT!).

gabriela marques. disse...

Smpre desconfiei... São Paulinhos que me desculpem... mas gay não é excluso de exercer o futebol. Gay é alguém normal.
Ser contra eu não sou, mas à adoação de crianças sou completamente contra!
Duas pessoas do mesmo sexo não podem educar uma criança... creio que não!

mundo azul disse...

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...bem, não é a condição de jogador de futebol, que vai mudar o que a pessoa sente ou suas opções sexuais...

Que vivam eles, como melhor lhes aprouver!

Gostei!


Beijos de luz e o meu carinho...

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Bandys disse...

Deve ser bem interessante o livro.

Não cabe mais preconceito com o homossesualismo.



Um beijO

Paula Souzza. disse...

obrigada pelos parabens :)

Cadu disse...

eu acho que vou entrar pro futebol, se essas coisas acontecerem mesmo la hahahahaha, naum pude deixar de notar em um dos comentarios acima uma mulher falou, que duas pessoas do msm sexo nao podem educar uma criança, eu acho que não depende da orientação sexual para se ter uma boa criação e sim do amor que os pais trasmitem aos filhos acima de qualquer preconceito.
seu post ta otimo
bjão hugo
ate +

Fabrício disse...

só para lembrar A´gabriela marques no comentario acima foi totalmente preconceituosa nao tem a menor condiçao de avaliar se um casal homo pode ou nao criar uma criança, quem é ela pra saber, ja tem filhos por um acaso? ta cheio de gente imbecil no mundo e os pais delas sao hetero. acho q quem nao eh gay num adianta vir com conversinha de que nos acha normal ou nos aceitam, nao precisamos de aceitação e sim q nossos direitos sejam respeitados, pq na verdade quem eh hetero num entende porra nenhuma do que é ser gay, entao num adianta vir com conversinha, que comigo não cola.

Daniel Savio disse...

No final, cada um tem direito a sua própria escolha sexual, mas imagino que seja complicado segura-la quando está bombando de adrenalina e, as vezes, felicidade por ganhar a partida...

Fique com Deus, menino Hugo.
Um abraço.

ღPat.ღ disse...

Acredito que somente a Felicidade é que interessa, não importa como! Simplesmente ser Feliz...

Um beijo!

J Araújo disse...

Seu blog continua super legal, já estive aqui outras vezes.

A análise foi muito bem feita.
parabéns pra vcs dois.

Abraço

setembru disse...

Será que acontece isso tudo mesmo?

Uma punhetagem no vestiário até que eu acredito, mas oral atrás do gol com um monte de câmeras filmando? sei não