domingo, 29 de novembro de 2009

Balada de Gisberta

Perdi-me do nome,
Hoje podes chamar-me de tua.
Dancei em palácios,
Hoje danço na rua.
Vesti-me de sonhos,
Hoje visto as bermas da estrada.
De que serve voltar,
Quando se volta pro nada.

Eu não sei se um anjo me chama,
Eu não sei dos mil homens na cama,
E o céu não pode esperar.
Eu não sei se a noite me leva,
Eu não ouço o meu grito na treva,
O fim vem me buscar.

Sambei na avenida,
No escuro fui porta-estandarte.
Apagaram-se as luzes,
É o futuro que parte.
Escrevi o desejo,
Corações que já esqueci.
Com sedas matei,
E com ferros morri.

Trouxe pouco,
Levo menos.
E a distância até ao fundo é tão pequena.
No fundo, é tão pequena
A queda.

E o amor é tão longe,
O amor é tão longe.

O amor é tão longe...




Balada de Gisberta” é considerado um dos pontos mais altos de “Amor, Festa e Devoção”, nome da nova digressão de Maria Bethânia, campeã de vendas absoluta no Brasil. A música foi composta por Pedro Abrunhosa em homenagem a uma transexual brasileira que foi assassinada no Porto (Portugal) em fevereiro de 2006.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Não existe pecado...

Não existe pecado do lado de baixo do Equador.Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo vapor.Vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor.Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho.Um riacho de amor. Quando é lição de esculacho, olha aí, sai de baixo que eu sou professor. Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar: sarapatel, caruru, tucupi, tacacá. Vê se me usa, me abusa, lambuza que a tua cafuza não pode esperar. Vê se me esgota, me bota na mesa que a tua holandesa não pode esperar.
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[Chico Buarque]
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Apesar das ruínas e da morte...



Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.
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[Sophia de Mello Breyner]
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P.S. Amigos leitores, durante essa semana estarei fora do ar. Serei o aplicador da Prova Brasil (avaliação feita com base nos conhecimentos de língua portuguesa e matemática), aqui em minha cidade. Por mais que não concorde muito com os métodos utilizados na prova, fui contratado pelo Governo para ser aplicador e ai, estarei no corre-corre daqueles, pois, sou responsável por todas as turmas de 4º e 8º série. Peço desculpas a todos pela ausência, mas prometo assim que puder, responder todos os comentários e visitar todos os blogs. Saudade demais de todos... super beijo.


domingo, 22 de novembro de 2009

Beco sem saída

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As circunstâncias se tornaram um beco sem saída
Seu orgulho te traiu e te jogou no chão
E as cicatrizes dessa história mal escrita
Se converteram no aprendizado da reconstrução

Mas todos vivemos dias incríveis
Que não passam de ilusão
Todos vivemos dias difíceis
Mas nada disso é em vão

Todo bem que você faz pra quem te ama
E quem te ama te faz
Isso tudo é o que te faz levar a vida na paz
Só Deus sabe quanto tempo
Que o tempo deve levar

Viver, viver e ser livre
Saber dar valor para as coisas mais simples
Só o amor constrói pontes indestrutíveis

A arte maior é o jeito de cada um
Vivo pra ser feliz não vivo pra ser comum.
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sábado, 21 de novembro de 2009

Sou eu mesmo, o trocado

Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com
O grande fato de outro,
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar
É a mesma saudade em mim.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
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[Fernando Pessoa]
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Texto interpretado por Maria Bethânia, no cd/dvd - Maricotinha Ao Vivo - 2002.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Consciência Negra

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.
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[Nelson Mandela]
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20 de Novembro
Dia da Consciência Negra

domingo, 15 de novembro de 2009

Shimbalaiê



Ser capitã desse mundo
Poder rodar sem fronteiras
Viver um ano em segundos
Não achar sonhos besteira
Me encantar com um livro, que fale sobre vaidade
Quando mentir for preciso, poder falar a verdade
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Shimbalaiê, quando vejo o sol beijando o mar
Shimbalaiê, toda vez que ele vai repousar
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Enquanto me permite o destino

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Enquanto me permite o destino
Eu vou sendo os personagens
Que eu criei
Mas na vida tem sempre aquele
Que me indica
A ilusão como caminho.
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[Isabel Câmara]

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Gente Humilde

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar

Igual a como

Quando eu passo no subúrbio

Eu muito bem

Vindo de trem de algum lugar

E aí me dá

Como uma inveja dessa gente

Que vai em frente

Sem nem ter com quem contar
São casas simples

Com cadeiras na calçada

E na fachada

Escrito em cima que é um lar

Pela varanda

Flores tristes e baldias

Como a alegria

Que não tem onde encostar

E aí me dá uma tristeza

No meu peito

Feito um despeito

De eu não ter como lutar

E eu que não creio

Peço a Deus por minha gente

É gente humilde

Que vontade de chorar

Esssa música é do Vinicius De Moraes / Chico Buarque, belíssima por sinal. As vezes gosto de ficar na porta da minha casa olhando o momvimento dos meus vizinhos. Fico observando a maneira que a Gente Humilde lida com as adversidades da vida, observo a alegria que nunca falta em sua face. Sou apaixonado por essa música. Abaixo segue o vídeo da música Gente Humilde, interpretada por Renato Russo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Passagem das Horas

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Não sei sentir, não sei ser humano, não sei conviver de dentro da alma triste,com os homens,meus irmãos na terra. Não sei ser útil,mesmo sentindo ser prático, quotidiano, nítido.Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo. Mas tudo ou nada sobrou ou foi pouco, não sei qual, e eu sofri. Eu vivi todas as emoções,todos os pensamentos,todos os gestos. E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse. Amei e odiei como toda a gente. Mas para toda agente isso foi normal e instintivo.Para mim sempre foi a exceção, o choque, a válvula, o espasmo. Não sei se a vida é pouco ou demais para mim. Não sei se sinto demais ou de menos. Seja como for a vida, de tão interessante que é a todos os momentos, a vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger, a dar vontade de dar pulos, de ficar no chão de sair para fora de todas as casas,de todas as lógicas, de todas as sacadas, e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.

[Álvaro de Campos]
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Esse texto é narrado por Maria Bethânia, minha rainha, no Cd - Imitação da Vida em 1997.

domingo, 8 de novembro de 2009

Latter Days

O filme conta a história de um gay que vive em festas, curtindo a vida, e que acaba se envolvendo simplesmente com um missionário mórmon. A relação se transforma em um apaixonado romance que acaba ameaçando até a própria vida deles. Christian (Wes Ramsey) tem 20 e poucos anos, vive em um condomínio em Los Angeles. Suas conquistas sexuais são para uma noite apenas. Onde trabalha, Christian discute abertamente sua vida sexual e suas conquistas com seus colegas de trabalho. Elder Aaron Davis (Steve Sandvoss) chega com mais outros 03(três) missionários mórmons para se hospedar no mesmo condomínio. Christian se sente atraído por ele e parte para cima, mas de início é rejeitado por Aaron, que descobre sua sexualidade, mas acha Christian superficial e vazio.
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O atrito inicial se transforma em paixão, que quando descoberta pelos outros missionários mórmons vai gerar graves conseqüências para Aaron. O filme enfureceu os religiosos da Igreja de Jesus Cristo e dos Santos dos Últimos Dias, religião oficial dos mórmons, uma das comunidades mais conservadoras do país. É um filme que indico para todos os leitores, pois, faz parte do Nosso-Cotidiano.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Poema em Linha Reta


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido
campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles,
Tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho
tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo,
Absurdo, que tenho enrolado os pés
publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho,
submisso e arrogante, que tenho
sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado,
tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido
o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras,
pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu,
me tenho agachado para
fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia
das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes
na vida quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo
que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com
os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
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[Fernando Pessoa]
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Abaixo segue o vídeo o Poema em Linha Reta, narrado por Paulo Autran.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O que é ser homem e ser mulher?

O que sabemos sobre diferenças, distinções, desigualdades e gênero? Atributos biológicos, como os órgãos reprodutores, características físicas etc., definem os indivíduos enquanto macho e fêmea. Isso implica reconhecer que, sobre estes atributos, projetam-se as identidades de masculino ou feminino. À medida que vamos crescendo, a sociedade estabelece padrões diferenciados de comportamento e atitudes para homens e mulheres nos vários setores de nossa vida.
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Mas o que é ser um homem? O que se espera do homem? Virilidade, agressividade, determinação? Cavalheirismo, bom-senso, delicadeza? E o que é ser mulher? Ou o que se espera da mulher? Fragilidade, serenidade, determinação? Beleza, instinto maternal, ousadia? Afinal, assim como Freud perguntou "o que quer a mulher"?, podemos também indagar: o que quer o homem?
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P.S. Amigos leitores essa postagem surgiu do artigo O que é ser homem e ser mulher? publicado no Jornal Mundo Jovem, pela Profª. Adriane da Costa Gonçalves. Achei super interessante o artigo dela, cercado de indagações que nos faz refletir o que é ser homem e ser mulher no Nosso-Cotidiano.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Era uma vez...


Era uma vez, mas eu me lembro como se fosse agora. Eu queria ser trapezista, minha paixão era o trapézio. Me atirava do alto na certeza que alguém segurava-me as mãos não me deixando cair. Era lindo mas eu morria de medo, tinha medo de tudo quase: cinema, parque de diversão, de circo, ciganos, aquela gente encostada que chegava e seguia. Era disso que eu tinha medo. Do que não ficava pra sempre.Era outra vez outro parque, outro circo, ciganos e patinadores. O circo chegou a cidade, era uma tarde de sonhos e eu corri até lá. Os artistas se preparavam nos bastidores para começar o espetáculo e eu entrei no meio deles e falei que queria ser trapezista. Veio falar comigo uma moça do circo que era a domadora, era uma moça bonita, mas era uma moça forte, era uma moçona mesmo. Me olhou, riu um pouco e disse que era muito difícil mas que nada era impossível. Depois veio o palhaço Polly, veio o Topsy, veio Diderlang que parecia um príncipe, o dono do circo, as crianças, o público... De repente apareceu uma luz lá no alto e todo mundo ficou olhando, a lona do circo tinha sumido e o que eu via era a estrela Dalva no céu aberto.Quando eu cansei de ficar olhando pro alto e fui olhar para as pessoas, só aí eu vi que estava sozinha.
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[Antônio Bivar]

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Muito Obrigado, Axé!



Odô,axé,odô Axé,odô Axé,axé,odô
Odô,axé,odô Axé,odô Axé,axé,odô
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Isso é pra te levar no ilê
Pra te lembrar do badauê
Pra te lembrar de lá
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Isso é pra te levar no meu terreiro
Pra te levar no candomblé
Pra te levar no altar
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Isso é pra te levar na fé
Pois Deus é brasileiro
Muito obrigado axé
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Ilumina o Mirin Orumilá
Na estrada que vem a cota
É um Malê é um Maleme
Quem tem santo é que entende
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Quanto mais pra quem tem Ogum,
Missão e paz
Quanto mais pra quem
Tem idéais e
Os orixás
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Joga as armas pra lá
Joga, joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz a festa
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Joga as armas pra lá
Joga,joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Faz um samba
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Joga as armas pra lá
Joga,joga as armas pra lá
Joga as armas pra lá
Traz a orquestra
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Odô,axé,odô Axé,odô Axé,axé,odô
Odô,axé,odô Axé,odô Axé,axé,odô

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Muito Obrigado, Axé – é uma belíssima música escrita por Carlinhos Brown e interpretada por Ivete Sangalo e Maria Bethânia. Dedico a todos vocês, que por aqui passaram e participaram da Série: Curiosidades dos Orixás mais Populares no Brasil: Iansã, Oxum, Iemanjá, Xangô, Oxóssi e Ogum. Essa música traduz exatamente a minha felicidade... Muito Obrigado, Axé!

domingo, 1 de novembro de 2009

Candomblé: dúvidas e curiosidades

Muito Obrigado – a todos que acompanharam a Série: Curiosidades dos Orixás mais Populares no Brasil, apresentada durante essa semana aqui no Nosso-Cotidiano. É claro que existem outros orixás como: Logun-Odé , Nanã, Ossãe e Obá. Porém, apresentei a vocês os orixás mais populares no Brasil: Iansã, Oxum, Iemanjá, Xangô, Oxóssi e Ogum. O objetivo da sequência de postagem foi divulgar a religião africana e a importância de cada orixá, bem como diminuir a intolerância religiosa que infelizmente ainda existe em nosso país. Várias dúvidas e curiosidades surgiram em torno das divindades africanas, por isso, resolvi destacar algumas:

Candomblé culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma religião afro-brasileira.

Umbandaé uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza elementos africanos, indígenas, catolicismo e do espiritismo.

OlorumDeus pai criador de tudo e de todos.

Orixás - Os orixás são divindades africanas que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. Foram criados por Olorum.

Macumbana acepção popular do vocábulo, é mais ligada ao emprego do ebó, feitiço, despacho, coisa feita, mandinga e muamba.

Terreiro local onde se realiza o candomblé, também chamado de casa de santo ou barracão.

Yalaorixá é uma sacerdotisa e chefe de um terreiro de candomblé, autoridade máxima de um terreiro, também chamada de Mãe de Santo.

Babalorixá é sacerdote e autoridade máxima de um terreiro. Conhecido também como Pai de Santo, Padrinho ou Zelador de Santo.

Filho de Santotoda pessoa que efetivamente tem um compromisso com o Orixá, são pessoas que foram iniciadas no candomblé.

Sincretismofusão de concepções religiosas diferentes ou a influência exercida por uma religião nas práticas de outra.