sexta-feira, 29 de maio de 2009

Do Começo ao Fim


Quem acha que existem temas na vida que são tabus demais para serem tratados em praça pública que passe bem longe das salas de cinema em meados de agosto, época prevista para a estréia do filme Do começo ao fim, de Aluízio Abranches. O filme, que já causa frisom na internet através do trailer, teaser e cenas de bastidores no Youtube e ganhou algumas comunidades no Orkut, conta a história do amor incestuoso vivido pelos irmãos Francisco e Thomás.



De acordo com os realizadores, foi investido R$800 mil, um montante bem pequeno, mas suficiente para a produção que declina de pirotecnias e investe num roteiro forte e em atores-autores como Julia Lemmertz e Louise Cardoso. Tecnicamente o filme também promete, pelo menos no tocante à fotografia que ficou a cargo do experiente Ueli Steiger, diretor de fotografia que atuou em produções gigantes como Con Air (1997), O patriota (2000), O dia depois de amanhã (2004), entre outros e entra no filme não pelo cachê, mas por amizade ao diretor e – espera-se – pela qualidade da obra.

A julgar pelas imagens e material de divulgação liberados pela produtora Pequena Central, cujo um dos donos é Marco Nanini, a nova obra de Abranches apresenta a delicada e incomum (será mesmo?) situação de forma leve, mas não superficial. Uma tarefa que se não é fácil, pelo menos ficou para um diretor que já provou saber abordar cenas “difíceis” no seu primeiro longa, o aclamado Um copo de cólera (1999).

Apesar de pretender ser um filme que aborda a temática da homossexualidade longe dos estereótipos, a obra não frustra o espectador que espera ver beleza física e cenas quentes entre dois belos rapazes. Quem for conferir a fita, terá a oportunidade de ver os jovens atores Rafael Cardoso (Thomás) e João Gabriel Vasconcelos (Francisco) em plena forma e em momentos para lá de íntimos.

Seja por causa dos que procuram obras diferenciadas na cinematografia brasileira ou pelos que querem checar cada movimento das cenas de sexo protagonizadas pelos belos rapazes, Do começo ao fim deve levar um bom número de espectadores ao cinema. É esperar para ver e torcer para que o filme provoque discussões que ultrapassem o óbvio.


Trailer do Filme no Youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=3DVa2DKSnU0




(Ana Quitéria__adaptado por HSLO)

sábado, 23 de maio de 2009

Queer as Folk


Hoje termenei de assistir pela 2ª vez o meu seriado favorito - Queer as Folk (Os Assumidos) uma co-produção Estados UnidosCanadá e começou a ser transmitido em 2000 pelos canais de televisão a cabo Showtime (EUA) e Showcase (Canadá). Contava a história de cinco homens gays e uma casal de lésbicas que viviam em Pittsburgh, Pennsylvania. Traz como protagonistas o publicitário Brian Kinney e seu amigo de infância Michael Novotny. Brian só está interessado em fisgar novos parceiros a cada ida à danceteria Babylon, no bairro gay de Pittsburg, onde a história é ambientada, quando conhece Justin, um jovem de 17 anos, às voltas com a descoberta de sua homossexualidade, na mesma noite em que sua amiga lésbica Lindsay dá a luz ao filho que ele ajudou a conceber, para ela criar ao lado da namorada Melanie. Além do casal Melanie e Lindsay, os demais personagens são Emmett, Ted, Debbie (a mãe de Michael) que trabalha numa lanchonete gay da cidade, e encara com naturalidade e orgulho a sexualidade do filho - ao contrário da mãe de Justin, que entra em parafuso ao descobrir que o garoto está apaixonado por um homem.
.

Este seriado é um marco na luta dos direitos GLBT, pois investe em uma trama sem cunho pornográfico ou apelativo, mostrando homossexuais como pessoas comuns, vivendo em seu dia-a-dia. As dificuldades e conquistas desta comunidade são brilhantemente retratadas nesta produção.

Para quem quiser assistir o seriado, existe no Orkut uma comunidade que tem todas as temporadas é só clicar aqui Queer as Folk é super facíl de baixar. A música que toca no blog é uma das maravilhosas músicas que compõem a trilha sonora do seriado.

domingo, 17 de maio de 2009

Sonhos


Eu tenho uma espécie de dever

dever de sonhar ,

de sonhar sempre ,

pois sendo mais do que

uma espectadora de mim mesma,

Eu tenho que ter o

melhor espetáculo que posso.

E assim me construo a ouro e sedas,

em salas supostas, invento palco, cenário

para viver o meu sonho entre

luzes brandas e músicas invisíveis.


(Fernando Pessoa)