
Ontem participei do Júri Popular que ocorreu na minha cidade, fui membro do Conselho de Sentença pela primeira vez em minha vida – experiência incrível. Um momento triste, mas de um aprendizado grandioso, pois, você é envolvido com toda história do réu ao mesmo tempo, o promotor com estratégias fantásticas faz grandes acusações e o advogado de defesa, tenta sensibilizar você da inocência do réu.
O réu era um rapaz de 25 anos que estava sendo julgado por homicídio simples, assassinou outro rapaz em legítima defesa, segundo a defesa e também a própria história narrada pelas testemunhas. Na época o réu tinha 19 anos, era menor segundo a lei, por isso, ele levou pontos ao seu favor.
O promotor e o advogado de defesa, atuaram brilhantemente. Fiquei fascinado com o poder de persuasão e interpretação deles – perfeito. O promotor sempre imponente. O advogado de defesa sempre estratégico, ele usou e abusou do lado emocional. Por um momento – chorei. Fiquei sensibilizado com a história de vida do réu. Mas, pensava o tempo todo da vítima.
Já era 17h10min, quando chegamos ao final do Júri. O pior momento para nós do Conselho de Sentença – o momento da votação. Então entramos em uma sala fechada individualmente votamos. Horas depois, o juiz conta todos os votos – foram 4 x 3. O juiz então prescreve a sentença, onde o réu foi condenando a 6 anos de prisão em regime fechado durante o primeiro ano e os demais anos semi abertos.
Como disse no inicio, o réu na época do crime era menor, por isso, a pena é reduzida.
Hoje, sou um outro Hugo.